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Redução é considerada insuficiente para cumprir compromissos do Acordo de Paris e evitar agravamento da crise climática.

As emissões globais de gases de efeito estufa registraram queda em 2024, mas o recuo ainda é insuficiente para garantir o cumprimento das metas climáticas internacionais. Especialistas alertam que, apesar do avanço, o ritmo de redução precisa acelerar significativamente para conter os impactos do aquecimento global.

De acordo com análises recentes, a diminuição nas emissões foi impulsionada por fatores como maior uso de energias renováveis, avanços em eficiência energética e desaceleração de atividades intensivas em carbono em algumas regiões. Ainda assim, o volume total de emissões permanece elevado.

O principal objetivo global é limitar o aumento da temperatura média do planeta, conforme estabelecido no Acordo de Paris. No entanto, cientistas apontam que, no ritmo atual, o mundo ainda caminha para ultrapassar os limites considerados seguros.

Organizações como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) reforçam que cortes mais profundos e imediatos são essenciais para evitar eventos climáticos extremos mais frequentes, como secas prolongadas, ondas de calor e tempestades intensas.

Além disso, especialistas destacam que muitos países ainda enfrentam dificuldades para implementar políticas ambientais mais rigorosas, seja por questões econômicas, políticas ou estruturais. O financiamento de projetos sustentáveis e a transição para uma economia de baixo carbono continuam sendo desafios centrais.

Outro ponto de preocupação é a dependência global de combustíveis fósseis, que ainda representam uma parcela significativa da matriz energética mundial. A substituição por fontes limpas, embora em expansão, ainda ocorre em ritmo considerado lento.

Diante desse cenário, lideranças internacionais e cientistas defendem maior cooperação entre países e o fortalecimento de compromissos climáticos. A avaliação geral é de que, sem ações mais rápidas e coordenadas, o mundo pode não conseguir evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas nas próximas décadas.

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Imagem em destaque: Marcio Isensee e Sa/Getty Images

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