Ação militar no Estreito de Ormuz inclui disparos contra petroleiros e críticas diretas às declarações de Donald Trump.
O Irã voltou a elevar o nível de tensão no cenário internacional neste sábado (18) ao anunciar o novo bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. A medida foi acompanhada por ações militares diretas: forças iranianas dispararam contra dois petroleiros de bandeira indiana que transitavam pela região.
A operação foi conduzida pela Guarda Revolucionária do Irã, que justificou a ofensiva como resposta ao que classificou como “ameaças externas” e interferência dos Estados Unidos no Golfo. Em comunicado, autoridades iranianas também afirmaram que declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre a segurança da rota marítima “não têm valor nem efeito prático”.
O episódio ocorre apenas dois dias após Trump anunciar um cessar-fogo de dez dias envolvendo Israel no Líbano — medida que fazia parte de tentativas diplomáticas para reduzir a escalada do conflito no Oriente Médio. No entanto, a nova ação iraniana indica um endurecimento da postura de Teerã e levanta dúvidas sobre a eficácia das negociações em andamento.
Especialistas alertam que o bloqueio do Estreito de Ormuz pode impactar diretamente o mercado global de petróleo, elevando preços e aumentando a instabilidade econômica internacional. Cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo passa pela região, tornando qualquer interrupção um fator crítico para diversas economias.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas nos ataques aos petroleiros. A comunidade internacional acompanha o desenrolar da crise com preocupação, enquanto cresce o temor de uma escalada ainda maior no conflito entre Estados Unidos, Irã e seus aliados na região.
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Imagem em destaque: Benoiter