Taxa de desocupação chega a 6,1% no trimestre até março, com aumento no número de pessoas sem trabalho, apesar de resultado ainda ser o mais baixo da série para o período
A taxa de desemprego no Brasil registrou leve alta no trimestre encerrado em março de 2026, atingindo 6,1%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (30) pela PNAD Contínua. Embora represente um avanço em relação ao trimestre anterior, o índice ainda configura o melhor resultado já registrado para esse período do ano desde o início da série histórica, em 2012.
O dado veio dentro das expectativas do mercado, mas o aumento no contingente de pessoas sem trabalho chama atenção. Ao todo, cerca de 6,6 milhões de brasileiros estavam desocupados, o que representa um crescimento de 19,6% frente ao trimestre anterior — um acréscimo de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas.
Especialistas apontam que esse movimento pode refletir fatores sazonais, comuns no início do ano, quando há desligamentos após contratações temporárias do fim do ano anterior. Ainda assim, o patamar historicamente baixo da taxa de desemprego indica um mercado de trabalho que segue resiliente.
Analistas também destacam que, apesar da alta pontual na desocupação, outros indicadores, como o nível de ocupação e a formalização do trabalho, devem ser observados para uma avaliação mais completa do cenário econômico.
A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, o mercado de trabalho volte a mostrar sinais de recuperação gradual, acompanhando o ritmo da atividade econômica no país.
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Imagem em destaque: Icl