Rogério Correia afirma que senador deve se dedicar à defesa no caso Banco Master; Wagner diz que permanecerá no cargo e recebeu apoio de Lula
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, defendeu nesta quinta-feira (18) o afastamento temporário do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. A manifestação ocorre após o parlamentar baiano se tornar alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Em publicação na rede social X, Rogério Correia afirmou que Jaques Wagner deveria deixar a função para se dedicar à própria defesa, ressaltando, no entanto, que a presunção de inocência deve ser respeitada durante as investigações.
“Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, escreveu o deputado.
Defesa da atuação da Polícia Federal
Na mesma publicação, Rogério Correia destacou a autonomia da Polícia Federal durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o parlamentar, o avanço das investigações demonstra a independência dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo combate à corrupção.
A declaração chamou atenção por partir de um integrante da própria base governista e ocorre em meio ao aumento da pressão política em torno do caso.
Jaques Wagner descarta saída
Apesar da manifestação do correligionário, Jaques Wagner afirmou que pretende permanecer na liderança do governo no Senado.
Em entrevista à BandNews, o senador declarou que continuará exercendo a função enquanto contar com a confiança do presidente Lula e não houver determinação para sua substituição.
Wagner também revelou ter recebido um telefonema do presidente em gesto de apoio após a operação da Polícia Federal.
Investigação segue em andamento
A Operação Compliance Zero apura suspeitas de crimes financeiros, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e organização criminosa envolvendo o Banco Master.
Nesta nova fase, a Polícia Federal investiga possíveis vínculos entre dirigentes da instituição financeira e agentes públicos, além de apurar supostas vantagens indevidas e atuação em favor de interesses do banco.
Até o momento, Jaques Wagner é investigado e não foi denunciado ou condenado pela Justiça. A defesa do senador nega qualquer irregularidade e sustenta que os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações.
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Imagem em destaque: Thiago Cristino / Câmara dos Deputado