Seleção japonesa eliminou a Suécia, avançou em segundo no Grupo F e reencontra o Brasil após vitória em amistoso no ano passado
A Seleção Brasileira já conhece seu adversário nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Após empatar com a Suécia, o Japão garantiu a segunda colocação do Grupo F e enfrentará o Brasil na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos.
O confronto marca o início da fase de mata-mata para as duas seleções. Quem vencer avança às quartas de final, mantendo vivo o sonho do título mundial.
O Japão chega embalado por uma campanha consistente na fase de grupos. A equipe estreou empatando em 2 a 2 com a Holanda, goleou a Tunísia por 4 a 0 e confirmou a classificação após o empate diante da Suécia, terminando atrás apenas dos holandeses.
Além da boa campanha no Mundial, os japoneses carregam um retrospecto recente favorável diante do Brasil. Em amistoso disputado no fim de 2025, em Tóquio, a seleção asiática venceu a equipe comandada por Carlo Ancelotti por 3 a 2, de virada. Na ocasião, o treinador italiano afirmou que o Brasil precisava desenvolver maior “resiliência mental” para enfrentar adversários organizados.
Outro fator que chama atenção é a invencibilidade japonesa. Desde a vitória sobre o Brasil, a equipe não perdeu mais nenhuma partida e chega ao mata-mata cercada de confiança.
Enquanto busca a classificação, o Brasil aposta no bom momento de Vini Jr., artilheiro da equipe na competição, e no retorno de Neymar, que fez sua estreia na Copa do Mundo na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia.
Relação histórica entre Brasil e Japão
Fora das quatro linhas, Brasil e Japão mantêm uma relação histórica que ultrapassa um século. O marco da imigração japonesa ocorreu em 1908, com a chegada do navio Kasato Maru ao porto de Santos, trazendo os primeiros imigrantes para trabalhar nas lavouras de café em São Paulo.
Hoje, o Brasil abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão, com cerca de 2 milhões de japoneses e descendentes, segundo estimativas da Embaixada do Japão. O bairro da Liberdade, na capital paulista, é o principal símbolo dessa herança cultural, que também está presente em cidades como Assaí (PR), Ivoti (RS) e Tomé-Açu (PA).
A parceria entre os dois países também é forte na economia. O Japão é um dos maiores investidores estrangeiros no Brasil, com investimentos em setores como indústria automotiva, siderurgia, tecnologia, robótica, saúde e energias renováveis. Em 2023, o comércio bilateral movimentou cerca de US$ 11,7 bilhões, com superávit para o Brasil.
Agora, toda essa história de amizade e cooperação ficará de lado por 90 minutos. Em Houston, brasileiros e japoneses disputam uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, em um confronto que promete ser um dos mais equilibrados desta fase do torneio.
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Imagem em destaque: Reuters/Daniel Becerril