Conflito ameaça uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta e pode provocar novos impactos nos preços dos combustíveis e da energia
A crise no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo, voltou a aumentar a preocupação dos mercados nesta sexta-feira (21). O agravamento das tensões na região tem provocado restrições no fluxo de petróleo e elevado os preços da commodity no mercado internacional.
O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo. Com o aumento das restrições na região, o barril do petróleo Brent chegou a superar US$ 91, pressionando os mercados e aumentando o temor de uma nova onda inflacionária.
A instabilidade também preocupa países europeus e outras economias que dependem da região para o abastecimento de energia. A redução da oferta pode provocar aumento dos custos de transporte, produção e geração de energia.
Reflexos podem chegar ao Brasil
A alta do petróleo no mercado internacional também é acompanhada de perto no Brasil. Uma valorização prolongada da commodity pode aumentar os custos de combustíveis e pressionar a inflação.
O cenário ocorre justamente em um momento de forte movimentação nos mercados. Nesta sexta-feira, o dólar fechou a R$ 5,14, enquanto o Ibovespa subiu 1,84%, aos 171 mil pontos.
A situação no Oriente Médio também pode influenciar as decisões dos bancos centrais sobre juros. Caso a energia fique mais cara por um período prolongado, a pressão inflacionária pode dificultar a redução das taxas de juros em diferentes países.
Tensão permanece
O impasse envolve principalmente Estados Unidos e Irã, enquanto países da região tentam preservar a navegação e evitar uma escalada ainda maior do conflito.
As autoridades e os mercados acompanham a situação com atenção, principalmente diante do risco de interrupções prolongadas no transporte de petróleo. Segundo análises divulgadas nesta sexta-feira, uma normalização do fluxo pela região pode não ocorrer rapidamente.
Para consumidores, o principal efeito de uma eventual alta prolongada do petróleo pode aparecer nos preços dos combustíveis, transporte e produtos que dependem de energia em sua cadeia de produção.
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Imagem em destaque: Gallo Images / Copernicus Sentinel 2017/ Orbital Horizon