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Após meses de divergências, os governos dos Estados Unidos e da Europa defenderam união neste sábado (14), durante a Conferência de Segurança de Munique.

Com tom mais moderado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, falou em cooperação, mas cobrou dos aliados mais investimentos em defesa, reforço de fronteiras e atenção a rivais que, segundo ele, ampliam receitas com petróleo.

A presidente da Comissão Europeia afirmou que o continente sofreu um “choque de realidade” em 2025, mas reagiu com aumento nos gastos militares. Já o primeiro-ministro do Reino Unido anunciou o envio de um grupo de porta-aviões ao Atlântico Norte e ao Ártico, em parceria com a Otan.

Sobre a guerra na Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que as negociações têm exigido concessões apenas de Kiev e disse ser “ilusão” acreditar que a entrega de territórios à Rússia encerraria o conflito.

Em mais um gesto contra Moscou, o governo britânico responsabilizou o Kremlin pela morte do opositor Alexei Navalny, falecido em 2024, em uma colônia penal. A ministra do Interior britânica, Yvette Cooper, afirmou que exames apontaram a presença de epibatidina, substância que teria sido usada no envenenamento.

Em comunicado conjunto com Suécia, França, Alemanha e Holanda, o Reino Unido declarou que a Rússia tinha “meios, motivo e oportunidade” para administrar o veneno. O governo russo sustenta que Navalny morreu de causas naturais.

Foto:Poder 360

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