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Ministros das Finanças avaliam liberar até 400 milhões de barris de reservas estratégicas para conter impacto da crise no Oriente Médio.

Os ministros das Finanças do G7 realizaram nesta segunda-feira (9) uma reunião de emergência para discutir medidas diante da forte alta no preço do petróleo no mercado internacional. O encontro ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que provocou temor de interrupções no fornecimento global de energia.

Entre as medidas em análise está a liberação coordenada de petróleo das reservas estratégicas mantidas pelos países membros e administradas em cooperação com a Agência Internacional de Energia (AIE). A proposta discutida prevê a possibilidade de liberar entre 300 e 400 milhões de barris, o que representaria cerca de 25% a 30% do estoque emergencial total do grupo. 

A reunião foi convocada após os preços do petróleo ultrapassarem a marca de US$ 100 por barril, chegando perto de US$ 120 em alguns momentos, impulsionados pela escalada do conflito na região do Golfo e pelas preocupações com o fluxo de petróleo por rotas estratégicas como o Estreito de Hormuz. 

Segundo autoridades europeias, a liberação das reservas seria uma tentativa de estabilizar os preços da energia e evitar um novo choque inflacionário global. A decisão final, no entanto, depende de consenso entre os países do grupo e de avaliação do impacto econômico do conflito nas próximas semanas. 

O sistema de reservas estratégicas foi criado na década de 1970 justamente para responder a crises no abastecimento mundial de petróleo. A última grande liberação coordenada ocorreu em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. 

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Imagem em destaque: BBC

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