Governo e setor energético discutem estratégias para garantir segurança no abastecimento e reduzir custos do insumo.
O Brasil estuda ampliar a produção interna de gás natural e, ao mesmo tempo, aumentar a importação do combustível vindo da Bolívia. A estratégia faz parte de um plano do governo federal para fortalecer a segurança energética do país e garantir maior oferta do insumo para a indústria e para a geração de energia.
As discussões envolvem autoridades do setor energético e empresas estatais, incluindo a Petrobras, que historicamente desempenha papel central na exploração, produção e importação de gás natural no Brasil.
O país já recebe gás boliviano por meio do Gasoduto Brasil–Bolívia, uma das principais rotas de fornecimento do combustível para o mercado brasileiro. O gasoduto liga campos de produção na Bolívia a regiões consumidoras no Brasil, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Nos últimos anos, o volume importado passou por oscilações devido a mudanças contratuais, queda na produção boliviana e expansão da produção de gás natural no território brasileiro, principalmente associada à exploração de petróleo em áreas offshore.
Mesmo assim, especialistas avaliam que o gás boliviano continua sendo estratégico para complementar o abastecimento nacional. A ampliação das importações pode ajudar a equilibrar a oferta, especialmente em períodos de maior demanda por energia.
Paralelamente, o Brasil também busca estimular novos projetos de produção interna e ampliar a infraestrutura de transporte e distribuição do combustível. A meta é aumentar a competitividade do gás natural no mercado nacional e reduzir custos para setores industriais que dependem fortemente desse insumo.
O tema tem ganhado destaque nas discussões sobre política energética e integração regional, já que a cooperação entre Brasil e Bolívia no setor de gás é considerada uma das mais importantes parcerias energéticas da América do Sul.
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Imagem em destaque: Agência Petrobrás/Divulgação