Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e destacam que mudanças no estilo de vida são a principal forma de prevenção e tratamento
A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, tornou-se um dos problemas de saúde que mais crescem no Brasil e no mundo. Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas, o que faz com que muitos pacientes descubram a condição apenas durante exames de rotina ou quando surgem complicações mais graves.
A doença ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Embora possa estar relacionada ao consumo de álcool, a forma mais comum atualmente está associada à obesidade, diabetes tipo 2, colesterol elevado, hipertensão e ao sedentarismo.
Nos estágios iniciais, a esteatose costuma ser reversível. No entanto, quando não tratada, pode evoluir para inflamação do fígado, fibrose, cirrose e até aumentar o risco de câncer hepático.
Os principais fatores de risco incluem:
- Sobrepeso e obesidade;
- Alimentação rica em alimentos ultraprocessados e açúcar;
- Sedentarismo;
- Diabetes;
- Colesterol e triglicerídeos elevados;
- Pressão alta.
Apesar de muitas pessoas não apresentarem sintomas, alguns pacientes podem sentir cansaço constante, desconforto na região abdominal, principalmente do lado direito, e sensação de peso após as refeições.
O diagnóstico geralmente é feito por meio de exames de sangue e de imagem, como ultrassonografia abdominal. Em alguns casos, exames mais específicos podem ser necessários para avaliar o grau de comprometimento do fígado.
Segundo especialistas, não existe um medicamento específico capaz de eliminar a gordura no fígado. O tratamento é baseado principalmente na mudança dos hábitos de vida.
Entre as recomendações estão a prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, perda de peso gradual, controle da diabetes e do colesterol, além da redução do consumo de bebidas alcoólicas.
A prevenção também passa por exames periódicos, principalmente para pessoas com excesso de peso ou histórico familiar de doenças metabólicas. O acompanhamento médico é fundamental para evitar que uma condição silenciosa evolua para um problema de saúde mais grave.
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Imagem em destaque: OpenAi/Chat GPT