Infecção acontece principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes e saliva de roedores silvestres; especialistas alertam para os riscos em ambientes fechados e áreas rurais
O hantavírus é uma doença grave transmitida principalmente pelo contato indireto com roedores silvestres infectados. A forma mais comum de contágio ocorre pela inalação de partículas virais aerossolizadas presentes na urina, fezes e saliva desses animais, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.
A infecção costuma acontecer durante a limpeza de galpões, celeiros, depósitos, armazéns ou casas de campo que permaneceram fechados por longos períodos e que podem ter sido ocupados por roedores. Ao varrer ou aspirar a poeira contaminada, partículas microscópicas contendo o vírus podem ser suspensas no ar e inaladas pelas pessoas.
Além da inalação, o hantavírus também pode ser transmitido por contato direto com roedores infectados ou seus excrementos. O risco aumenta quando a pessoa toca superfícies contaminadas e, em seguida, leva as mãos à boca, nariz ou olhos.
Outra forma possível de transmissão é por meio de mordidas ou arranhões de roedores, embora esses casos sejam considerados raros. Já a transmissão de pessoa para pessoa é extremamente incomum, tendo sido registrada apenas em casos associados à cepa Andes, identificada em países da América do Sul.
Ambientes de maior risco
Especialistas apontam que os casos de hantavirose são mais frequentes em áreas rurais, regiões de mata e locais onde há presença de roedores silvestres. Trabalhadores rurais, moradores de sítios e pessoas que realizam limpeza de espaços fechados devem redobrar os cuidados.
Entre os locais considerados de risco estão:
- Celeiros;
- Armazéns;
- Galpões;
- Casas fechadas por muito tempo;
- Depósitos de grãos;
- Ambientes com sinais de infestação de roedores.
Medidas de prevenção
Para reduzir o risco de contaminação, autoridades de saúde recomendam evitar métodos de limpeza que levantem poeira contaminada.
As principais orientações incluem:
- Não varrer nem aspirar locais fechados com sinais de roedores;
- Umedecer o ambiente antes da limpeza;
- Utilizar água sanitária ou desinfetantes para higienizar superfícies;
- Usar luvas e máscaras em áreas suspeitas;
- Armazenar alimentos em recipientes fechados;
- Vedar frestas e buracos que permitam a entrada de roedores;
- Manter quintais e depósitos limpos.
Sintomas podem aparecer até 60 dias após exposição
Os sintomas do hantavírus podem surgir entre 3 e 60 dias após o contato com o vírus. Inicialmente, a doença pode provocar febre, dores no corpo, cansaço, dor de cabeça e náuseas.
Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, exigindo atendimento médico imediato. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de recuperação.
Ao apresentar sintomas após exposição em áreas de risco, a recomendação é procurar atendimento de saúde imediatamente e informar sobre o possível contato com ambientes contaminados por roedores.
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Imagem em destaque: Samara Rodrigues