Especialistas alertam que sinais como cansaço extremo, ansiedade, enjoo e falta de ar podem indicar um ataque cardíaco feminino — e não apenas estresse do dia a dia.
O infarto ainda é visto por muitas pessoas como um problema tipicamente masculino, marcado por dores intensas no peito e perda repentina de forças. No entanto, entre as mulheres, os sintomas costumam surgir de forma mais discreta e silenciosa, o que pode atrasar o atendimento médico e aumentar o risco de complicações graves.
Especialistas em cardiologia alertam que sinais frequentemente confundidos com ansiedade, estresse ou cansaço podem, na verdade, indicar um ataque cardíaco. Entre os sintomas mais comuns nas mulheres estão falta de ar, fadiga extrema, suor frio, náuseas, tontura, dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula, além de uma sensação de aperto no peito que nem sempre é intensa.
De acordo com médicos, muitas pacientes acabam ignorando os sinais por acreditarem que estão apenas sobrecarregadas emocionalmente ou vivendo momentos de exaustão física. Em alguns casos, o atendimento também demora porque os sintomas fogem do padrão clássico associado ao infarto.
Outro fator preocupante é que mulheres tendem a procurar ajuda médica mais tarde, principalmente quando os sintomas aparecem de forma gradual. Esse atraso reduz as chances de um tratamento rápido e eficaz, aumentando o risco de sequelas e até de morte.
Cardiologistas destacam que fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, obesidade, tabagismo e histórico familiar continuam sendo os principais gatilhos para doenças cardiovasculares. Além disso, o estresse contínuo e alterações hormonais também podem influenciar no aumento do risco cardíaco feminino.
A recomendação é procurar atendimento imediato diante de qualquer sinal incomum, especialmente quando os sintomas surgem de forma repentina ou persistem por vários minutos. O diagnóstico precoce continua sendo a principal arma para salvar vidas.
Especialistas reforçam ainda a importância da prevenção, com alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do estresse e acompanhamento médico frequente. Afinal, reconhecer os sinais do corpo pode fazer toda a diferença em situações de emergência.
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Imagem em destaque: Getty Images