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Presidente criticou manifestações de aliados do ex-presidente sobre medidas comerciais norte-americanas e voltou a defender a soberania nacional diante da investigação aberta pelos Estados Unidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom das críticas à família Bolsonaro nesta terça-feira (2), ao comentar a investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que pode resultar na aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros.

Durante discurso, Lula acusou filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de atuarem contra os interesses nacionais ao apoiarem medidas adotadas pelo governo norte-americano. Segundo o presidente, integrantes da família Bolsonaro teriam defendido ações externas que poderiam prejudicar a economia brasileira.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria”, afirmou Lula. O presidente também classificou como “traidores” aqueles que, segundo ele, buscam apoio de governos estrangeiros para influenciar decisões internas do Brasil.

A declaração faz referência a publicações feitas por um dos filhos do ex-presidente após anúncios de medidas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Lula mencionou ainda manifestações que pediam sanções internacionais contra autoridades e instituições brasileiras.

A fala ocorre em meio à repercussão do relatório concluído pelo USTR, órgão responsável pela política comercial dos Estados Unidos. O documento aponta supostas práticas consideradas desleais por parte do Brasil e sugere a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

Entre os pontos questionados pelos norte-americanos estão aspectos relacionados ao sistema de pagamentos instantâneos Pix, operado pelo Banco Central, além de políticas regulatórias e comerciais adotadas pelo país.

Antes de qualquer decisão definitiva, a proposta será submetida a audiências públicas nos Estados Unidos. A primeira sessão está prevista para o dia 6 de julho. Após essa etapa, caberá ao presidente norte-americano decidir se as tarifas serão efetivamente implementadas.

O governo brasileiro acompanha o processo e tem defendido o diálogo diplomático e comercial para evitar medidas que possam afetar as exportações nacionais e as relações econômicas entre os dois países.

A possível adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos ocorre em um momento de atenção para o comércio exterior brasileiro, especialmente em setores que possuem forte presença no mercado norte-americano.

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Imagem em destaque: Luiz nova

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