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Contato entre líderes ocorre em meio a preocupações com segurança e possível ampliação da cooperação internacional contra o crime organizado na América do Sul.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conversou por telefone nesta semana com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em meio ao aumento das tensões na região após declarações de autoridades dos Estados Unidos sobre possíveis ações mais duras contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil.

Segundo fontes diplomáticas, o diálogo entre os dois líderes teve como foco principal a segurança regional, o combate ao crime organizado transnacional e a cooperação entre países da América do Sul diante do avanço de facções criminosas que atuam em diferentes fronteiras.

O contato ocorre após autoridades norte-americanas indicarem que o PCC passou a ser monitorado com maior intensidade por agências de segurança dos EUA, devido ao alcance internacional da facção e a possíveis conexões com redes de tráfico de drogas que operam no continente.

Cooperação regional em debate

Durante a conversa, Lula e Petro teriam discutido formas de fortalecer mecanismos de cooperação policial e de inteligência entre os países sul-americanos. A Colômbia, que enfrenta há décadas desafios relacionados ao narcotráfico e a grupos armados ilegais, é considerada um parceiro estratégico em iniciativas de combate a redes criminosas internacionais.

O governo brasileiro tem defendido que o enfrentamento ao crime organizado na região deve ocorrer de forma coordenada entre os países vizinhos, especialmente nas áreas de fronteira. Nos últimos anos, investigações indicaram que organizações criminosas ampliaram suas rotas e operações por diferentes territórios da América do Sul.

Preocupação com escalada internacional

Analistas avaliam que o interesse dos Estados Unidos no tema pode ampliar a pressão por ações mais duras contra organizações criminosas que atuam fora de seu território, especialmente aquelas ligadas ao tráfico internacional de drogas.

No entanto, diplomatas brasileiros ressaltam que qualquer iniciativa envolvendo cooperação internacional precisa respeitar a soberania dos países da região e ocorrer dentro de acordos multilaterais.

Avanço do PCC fora do Brasil

Criado na década de 1990 no sistema prisional paulista, o Primeiro Comando da Capital expandiu sua atuação ao longo dos anos e passou a ser apontado por investigações como uma das principais organizações criminosas da América do Sul.

Autoridades de segurança afirmam que o grupo mantém redes de tráfico que atravessam fronteiras e utilizam rotas que passam por países vizinhos, incluindo áreas próximas à região amazônica e corredores utilizados para envio de drogas para outros continentes.

Próximos passos

Até o momento, os governos do Brasil e da Colômbia não divulgaram detalhes oficiais sobre medidas concretas discutidas durante a conversa entre Lula e Petro. Ainda assim, a ligação é vista como um sinal de articulação diplomática diante de um cenário de crescente preocupação com o crime organizado transnacional.

Especialistas apontam que, caso as tensões envolvendo os Estados Unidos e organizações criminosas da região aumentem, a cooperação entre os países sul-americanos tende a ganhar ainda mais importância nos próximos meses.

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Imagem em destaque: Hugo Barreto/Metrópoles

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