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Movimento ocorre enquanto governo brasileiro tenta evitar que facções sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um acordo de cooperação internacional para reforçar o combate ao crime organizado, em meio ao aumento das pressões diplomáticas envolvendo as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

A iniciativa busca ampliar a cooperação entre países e organismos internacionais para enfrentar redes criminosas transnacionais, com foco em crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando de armas. O acordo prevê maior troca de informações, fortalecimento de operações conjuntas e integração entre forças de segurança.

O movimento ocorre em um momento de tensão diplomática após discussões nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar PCC e CV como organizações terroristas. A proposta é defendida por aliados do presidente norte-americano Donald Trump, que avaliam que essa classificação permitiria ampliar sanções e medidas contra essas facções fora do território brasileiro.

O governo brasileiro, no entanto, tem resistido à ideia. Autoridades do país argumentam que, apesar de serem organizações criminosas, as facções não se enquadram na definição legal de terrorismo adotada pela legislação brasileira, que envolve motivações políticas, religiosas ou ideológicas.

Além da pressão externa, o tema tem gerado movimentações diplomáticas na América Latina. Lula chegou a discutir o assunto com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em conversas voltadas à coordenação regional diante da possibilidade de mudanças na política de segurança dos Estados Unidos.

Durante o anúncio do acordo de cooperação, o governo brasileiro destacou que o combate ao crime organizado exige ações coordenadas entre países, especialmente diante da atuação cada vez mais global das redes criminosas.

Segundo o Palácio do Planalto, a estratégia busca atingir principalmente as estruturas financeiras e logísticas que sustentam essas organizações, além de ampliar a colaboração entre polícias e sistemas de inteligência.

Especialistas avaliam que a cooperação internacional tende a ganhar mais relevância diante da expansão das facções brasileiras para além das fronteiras nacionais, fenômeno que tem preocupado autoridades de segurança em diferentes países.

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Imagem em destaque: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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