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Pedidos de quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprovados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e no Supremo Tribunal Federal (STF) já estão dando munição para a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral deste ano. Segundo analistas ouvidos pela reportagem, a repercussão das suspeitas coloca o Palácio do Planalto no centro do escândalo das fraudes no INSS.

“Essa quebra do sigilo do filho do Lula prejudica muito o governo. O Lula não está num momento bom, ele se embaralhou todo. Houve um desgaste. O seu governo novamente recolocou a questão da corrupção nas manchetes, nas discussões”, avalia o cientista político Adriano Cerqueira. Segundo ele, a opinião pública tende a unificar as crises ética e econômica em um único sentimento de insatisfação. A percepção de gastos públicos elevados e o aumento da carga tributária criam um terreno fértil para que denúncias de corrupção ganhem tração popular.                                                                                                                     A defesa de Lulinha afirmou que recebeu a notícia sobre a quebra de sigilo de Fábio Luís pela CPMI e, supostamente, no inquérito do STF, mas que está tranquila quanto ao resultado, sustentando que o filho de Lula não participou de fraudes no INSS nem cometeu crimes. A nota, assinada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, diz ainda que, desde o início, Lulinha se colocou à disposição do STF para prestar esclarecimentos e entregar documentos. Diante das informações divulgadas, a defesa pediu acesso à decisão de quebra de sigilo e reiterou que fornecerá voluntariamente os documentos necessários, considerando a medida desnecessária. Confira a nota da defesa na íntegra no fim da matéria. À CNN Brasil, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, conselheiro jurídico de Lulinha, afirmou que a quebra de sigilo “é uma medida completamente esdrúxula”, porque ele sequer é investigado pela PF. Segundo ele, o filho de Lula se colocou à disposição para qualquer esclarecimento.

“É um escândalo você ter o filho do presidente da República ligado diretamente a um operador financeiro do roubo do INSS, envolvendo R$ 6 bilhões, sindicatos de fachada, prestadores de serviço que não prestavam serviço”, declarou o deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), que foi agredido com um soco na cara por um dos governistas após aprovação da quebra de sigilo.

A oposição já sinaliza que pretende transformar o episódio em eixo político nos próximos meses. “É óbvio que essas questões terão relevância no processo eleitoral deste ano”, diz o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS).

“Sou e sempre serei a favor de qualquer espécie de investigação de CPI, porque a transparência é a maior ferramenta contra a corrupção. Então, se não deve nada, por que razão não querem a quebra de sigilo?”, questionou. A quebra do sigilo do filho de Lula foi aprovada na manhã de quinta-feira (26) por parlamentares da CPMI junto com uma série de requerimentos que visam esclarecer suspeitas sobre figuras ligadas ao governo. Entre eles estão as quebras de sigilo de um ex-CEO do Banco Master, que a oposição chama de “banqueiro do PT”, do CredCesta, um cartão de benefícios consignados para servidores que foi privatizado durante governo do partido na Bahia, e de uma empresária suspeita de pagar uma mesada para Lulinha.

“Esse é o motivo do desespero que a gente está vendo aqui, praticamente uma crise de histerismo que depõe contra esse Parlamento, com parlamentares agredidos, com a interrupção do processo”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN).

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Imagem em destaque: Juca Varella/Estadão

 

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