Documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos, revelado por Paulo Cappelli, aponta país ao lado de China e México como fornecedor de substâncias químicas.
Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu o Brasil na lista de países considerados como principais fontes globais de substâncias químicas utilizadas na produção de drogas ilícitas. O documento, produzido durante o governo de Donald Trump, foi revelado pelo jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles.
De acordo com o levantamento, o Brasil aparece entre as nações identificadas como fornecedoras de insumos essenciais — conhecidos como precursores químicos — usados na fabricação de narcóticos. O país é citado ao lado de potências e regiões estratégicas no combate ao tráfico, como China, México, Colômbia e Afeganistão.
Segundo o relatório, o território brasileiro é apontado como uma das origens de matérias-primas que abastecem a produção de entorpecentes em diferentes partes do mundo, incluindo países da América do Sul. O documento destaca ainda que esses produtos químicos são frequentemente desviados para rotas ilegais e utilizados, por exemplo, na produção de cocaína em países vizinhos, como a Bolívia.
O estudo integra uma análise mais ampla do governo norte-americano sobre o enfrentamento ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro em escala global. O relatório avalia fatores como legislação, atuação das autoridades, eficiência do sistema judicial e o nível de cooperação internacional.
Além de funcionar como um diagnóstico sobre o crime organizado, o documento também orienta decisões de política externa dos Estados Unidos, podendo influenciar acordos bilaterais, parcerias na área de segurança e até medidas de pressão diplomática.
A divulgação ocorre em um momento de intensificação das discussões internacionais sobre o combate ao tráfico de drogas, tema que envolve diretamente países da América Latina e grandes potências globais.
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Imagem em destaque: Anna Moneymaker