Segundo o presidente dos EUA, Niño Guerrero foi executado em uma ação do Comando Sul realizada em coordenação com autoridades venezuelanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta sexta-feira (12) a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, apontado como o principal líder da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua (TdA).
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a operação foi conduzida pelo Comando Sul das Forças Armadas norte-americanas e ocorreu em colaboração com autoridades da Venezuela.
“Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta”, escreveu o presidente norte-americano.
De acordo com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, o chamado “ataque cinético” teve como alvo um complexo utilizado pelo grupo criminoso em território venezuelano e foi realizado no início desta semana.
Trump também afirmou que a ação foi coordenada “de perto com nossos amigos na Venezuela”, destacando a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado transnacional. Até o momento, porém, autoridades venezuelanas não divulgaram detalhes adicionais sobre a operação.
O Tren de Aragua é considerado uma das maiores organizações criminosas da América Latina. Originada no sistema prisional venezuelano, a facção expandiu sua atuação para diversos países do continente, sendo investigada por crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, lavagem de dinheiro e homicídios.
Niño Guerrero era procurado pelas autoridades norte-americanas e havia sido acusado em tribunais dos Estados Unidos por crimes como conspiração para extorsão e apoio a atividades classificadas como terroristas. O Departamento de Estado dos EUA oferecia recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.
Em sua publicação, Trump afirmou que integrantes do Tren de Aragua “não têm mais refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar” e prometeu manter ações contra organizações criminosas internacionais.
A operação representa um dos episódios mais significativos da ofensiva norte-americana contra grupos criminosos transnacionais e pode ampliar as repercussões diplomáticas e de segurança na região nos próximos dias.
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Imagem em destaque: Roberto Schmidt/Getty Images