Encontro em Pequim teve tom cordial, mas impasses como Taiwan seguem no centro das tensões
A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China terminou nesta sexta-feira (15), após dois dias de compromissos em Pequim marcados por cerimônias oficiais, encontros bilaterais e declarações públicas de cooperação.
Recebido pelo presidente chinês Xi Jinping com honras de Estado, incluindo banquete e recepção no Grande Salão do Povo, Trump participou de reuniões que reforçaram o diálogo entre as duas potências. Apesar do tom amistoso, não houve anúncios concretos de avanços em temas considerados sensíveis.
Durante o encontro aberto à imprensa, Xi destacou que China e Estados Unidos enfrentam uma “nova encruzilhada” global e afirmou que os interesses em comum entre os países superam as diferenças. O líder chinês também mencionou a chamada “armadilha de Tucídides”, conceito que descreve o risco de conflito entre potências quando uma desafia a outra.
“Devemos ser parceiros, não rivais”, afirmou Xi, ao defender cooperação e convivência entre as nações.
Trump, por sua vez, elogiou a recepção e classificou o encontro como “uma honra como poucas”. O presidente norte-americano também chamou Xi de “grande líder” e afirmou acreditar em um futuro positivo para as relações bilaterais.
Após a parte inicial, a reunião seguiu a portas fechadas. Segundo informações da imprensa chinesa, o principal ponto de tensão abordado foi a questão de Taiwan, considerada sensível para Pequim. Xi teria alertado que a condução inadequada do tema pode levar a um confronto entre os países.
Ainda assim, a China sinalizou disposição para ampliar a abertura econômica e atrair empresas americanas. Já Trump afirmou que o país asiático concordou em comprar aviões dos Estados Unidos e projetou um “futuro fantástico” na relação entre as duas potências.
Essa foi a segunda reunião presencial entre os dois líderes em menos de um ano. Diferentemente do encontro anterior, realizado em outubro de 2025, desta vez o diálogo terminou sem anúncios relevantes de acordos concretos.
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Imagem em destaque: Reuters