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Além de colocar a própria vida em risco, quem viaja sem o equipamento pode provocar a morte de ocupantes dos bancos dianteiros; infração é considerada grave pelo CTB

Apesar de ser obrigatório por lei e comprovadamente eficaz na redução de mortes, o uso do cinto de segurança no banco traseiro ainda é negligenciado por uma parcela significativa da população brasileira. Pesquisas apontam que entre 40% e 60% dos passageiros deixam de utilizar o equipamento, principalmente em deslocamentos curtos, motivados por uma falsa sensação de segurança.

Especialistas alertam que essa escolha pode ter consequências fatais. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o uso do cinto de segurança no banco traseiro reduz em até 75% o risco de morte em caso de acidentes.

O perigo, no entanto, não se restringe ao ocupante que opta por não usar o dispositivo. Em uma colisão, o passageiro sem cinto é projetado para frente com enorme força de impacto, podendo atingir violentamente quem está nos bancos dianteiros. Dependendo da velocidade do veículo, essa força pode equivaler a toneladas, aumentando significativamente o risco de ferimentos graves e até de morte para todos os ocupantes do veículo.

Além dos riscos à vida, a negligência também gera consequências legais. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que o uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, independentemente da posição em que estejam e do tipo de via em que trafegam.

A utilização do cinto de segurança é obrigatória para todos os ocupantes em qualquer via do território nacional. O descumprimento da norma configura infração grave, com multa no valor de R$ 195,23 e aplicação de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor, que é o responsável por garantir que todos os passageiros estejam utilizando o equipamento corretamente antes do início do deslocamento.

A orientação dos especialistas é clara: trajetos curtos também exigem os mesmos cuidados adotados em viagens longas. Antes de ligar o veículo, motoristas e passageiros devem verificar se todos estão com o cinto afivelado. Um gesto simples, que leva apenas alguns segundos, pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

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Imagem em destaque: Reprodução

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