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Presidente argentino afirmou que manifestação é “válida e lícita”, mas disse que o futebol não deve ser confundido com a disputa diplomática pelo arquipélago

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quinta-feira (16) que considera “válido e lícito” o gesto dos jogadores da seleção argentina, que exibiram a faixa “Las Malvinas son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas”) após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo de 2026.

A manifestação aconteceu no gramado do estádio, em Atlanta, logo após o apito final da partida que garantiu a classificação da Argentina para a decisão do Mundial contra a Espanha, marcada para o próximo domingo (19).

Em entrevista à rádio El Observador, Milei disse que a mensagem representa um sentimento compartilhado por grande parte da população argentina.

“É um sentimento que está dentro de todos os argentinos e é perfeitamente válido e lícito que eles queiram se expressar e o façam”, declarou.

Apesar da defesa do gesto, o presidente ressaltou que a comemoração não deve ser interpretada como parte da disputa diplomática entre Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas.

“Uma partida de futebol é uma partida de futebol”, afirmou Milei, lembrando que esse também foi o posicionamento adotado antes da partida pelo técnico Lionel Scaloni e por veteranos da Guerra das Malvinas.

O presidente argentino reiterou ainda que seu governo continuará defendendo a reivindicação sobre o arquipélago por meios diplomáticos.

“As Malvinas são argentinas, vamos recuperá-las e faremos isso no plano diplomático.”

Na quarta-feira (15), logo após a classificação da seleção para a final, Milei já havia pedido que o futebol não fosse misturado à disputa territorial, rejeitando o que chamou de “gestos de patriotismo baratos”.

Reação do Reino Unido

A exibição da faixa provocou críticas do governo britânico, que pediu à Fifa a abertura de uma investigação por possível violação das regras que proíbem manifestações políticas durante competições organizadas pela entidade.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reforçou a posição do governo ao declarar:

“A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são.”

Até o momento, a Fifa não anunciou se abrirá um procedimento disciplinar sobre o episódio. A entidade possui normas que restringem manifestações de caráter político em competições oficiais.

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Imagem em destaque: AP /Natacha Pisarenko

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