Vendaval com ventos superiores a 120 km/h derrubou torres de transmissão, árvores e postes; governo federal vai reconhecer situação de emergência
Mais de 80 mil imóveis permaneciam sem fornecimento de energia elétrica cerca de 40 horas após o forte temporal que atingiu cidades do interior de São Paulo. A tempestade, acompanhada de ventos superiores a 120 km/h, provocou destruição em diversas regiões, deixando milhares de famílias afetadas e comprometendo serviços essenciais.
Em Ribeirão Preto, uma das cidades mais atingidas, mais de 250 árvores caíram. Uma delas destruiu parte da casa da aposentada Claudete da Silva, que, junto com o marido, precisou passar a segunda noite consecutiva dormindo dentro do carro por medo de novas quedas de árvores.
Além dos danos às residências, o vendaval derrubou 34 torres de transmissão de energia e dezenas de postes, espalhando fios pelas ruas e dificultando o trabalho das equipes responsáveis pelo restabelecimento do serviço. Técnicos seguem mobilizados para reconstruir a rede elétrica e normalizar o abastecimento.
O impacto também foi sentido no comércio. Sem energia, muitos estabelecimentos permaneceram fechados, enquanto outros funcionam de forma limitada, sem computadores, sistemas eletrônicos ou equipamentos de climatização.
A rede de saúde também enfrenta dificuldades. Hospitais reduziram a capacidade de atendimento devido aos danos provocados pelo temporal, e pacientes de cidades vizinhas estão sendo transferidos para outras unidades. Segundo a prefeitura, todos os leitos de UTI disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão ocupados, levando o município a contratar vagas na rede privada para ampliar a assistência.
Para ajudar as famílias atingidas, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto iniciou uma campanha de arrecadação de donativos, como alimentos, água, roupas, colchões e produtos de higiene.
Neste sábado (25), o governo federal anunciou que reconhecerá a situação de emergência nas cidades afetadas. A medida permitirá a liberação mais rápida de recursos para ações de socorro, assistência humanitária e reconstrução da infraestrutura danificada.
As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores comprometidas e fios caídos, além de acompanhar os comunicados da Defesa Civil enquanto os trabalhos de recuperação continuam.
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Imagem em destaque: Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo