Brasileiro de 19 anos é derrotado pelo tcheco Jakub Mensik por 3 sets a 0, mas recoloca o Brasil nas quartas de final do Grand Slam francês após 22 anos
O sonho do título de Roland Garros chegou ao fim para o brasileiro João Fonseca. Nesta quarta-feira, o carioca de 19 anos foi derrotado pelo tcheco Jakub Mensik, atual número 27 do mundo, por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (3), em 2h44min de partida disputada na quadra Philippe-Chatrier, a principal do complexo parisiense.
Com um desempenho sólido do início ao fim, Mensik impôs seu ritmo com saques potentes, devoluções precisas e agressividade nas trocas de bola. O tcheco controlou as ações da partida e garantiu vaga nas semifinais do Grand Slam francês, onde enfrentará o alemão Alexander Zverev, número 3 do ranking mundial.
Apesar da eliminação, Fonseca deixa Paris com uma campanha histórica. O jovem talento brasileiro recolocou o país entre os oito melhores de Roland Garros após um jejum de 22 anos. O último brasileiro a alcançar as quartas de final do torneio havia sido Gustavo Kuerten, em 2004. Antes dele, apenas Fernando Meligeni, em 1999, e Thomas Koch, em 1968, haviam alcançado essa fase da competição.
O duelo entre Fonseca e Mensik também entrou para a história recente do torneio. Desde 2006, Roland Garros não registrava um confronto de quartas de final entre dois tenistas tão jovens. Naquele ano, o espanhol Rafael Nadal, então com 20 anos, enfrentou o sérvio Novak Djokovic.
A campanha de Fonseca em Paris foi marcada por vitórias memoráveis. Nas oitavas de final, o brasileiro eliminou Djokovic, dono de 24 títulos de Grand Slam e tricampeão de Roland Garros, em uma batalha de quase cinco horas decidida em cinco sets. Antes, também havia superado o norueguês Casper Ruud, duas vezes vice-campeão do torneio francês e conhecido como o “Príncipe do Saibro”.
O desempenho no saibro parisiense deve render mais uma ascensão ao jovem brasileiro no ranking mundial. A projeção é que Fonseca apareça entre a 25ª e a 26ª posições na próxima atualização da lista da ATP, consolidando-se cada vez mais entre os principais nomes da nova geração do tênis internacional.
Na chave feminina, o melhor resultado recente do Brasil em Roland Garros segue sendo a semifinal alcançada por Beatriz Haddad Maia em 2023. Agora, as atenções se voltam para os próximos desafios de João Fonseca, que deixa Paris fortalecido após uma das campanhas mais expressivas de um brasileiro em Grand Slams nos últimos anos.
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Imagem em destaque:REUTERS/Benoit Tessier