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Dramaturgo morreu nesta terça-feira (7), em São Paulo, em decorrência de complicações da insuficiência renal crônica; velório será aberto ao público

O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira (7), aos 94 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor), que informou que o escritor faleceu em decorrência de complicações causadas por insuficiência renal crônica.

O velório será realizado nesta terça-feira, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, na capital paulista. A cerimônia será aberta ao público entre 15h e 16h.

Em janeiro deste ano, Benedito Ruy Barbosa ficou internado por 19 dias no HCor para tratar uma infecção urinária associada ao quadro de insuficiência renal crônica.

Reconhecido por criar histórias marcadas pela força do campo, pelos conflitos familiares e pela valorização da cultura brasileira, Benedito construiu uma das carreiras mais importantes da televisão nacional. Entre suas obras de maior sucesso estão Meu Pedacinho de Chão (1971), Pantanal (1990), Renascer (1993), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999) e Velho Chico (2016).

Nascido em 1931, no município de Gália, interior de São Paulo, Benedito enfrentou dificuldades desde cedo após a morte do pai. Trabalhou em diferentes profissões antes de iniciar sua trajetória na escrita como revisor do jornal O Estado de S. Paulo. Seu primeiro romance, Fogo Frio, foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.

A estreia na televisão aconteceu em 1966, na TV Tupi. Depois de passagens por outras emissoras, consolidou sua carreira na TV Globo, onde assinou diversas novelas de grande sucesso. Em 1990, na TV Manchete, revolucionou a dramaturgia com Pantanal, produção que inovou ao utilizar locações externas e destacar a beleza e os mistérios do bioma brasileiro.

Ao longo da carreira, Benedito também abordou temas como imigração italiana, conflitos agrários, desigualdade social e tradições do interior do país, sempre com personagens marcantes e histórias que conquistaram diferentes gerações de telespectadores.

Parte de sua obra ganhou novas versões nos últimos anos. Pantanal e Renascer foram adaptadas por seu neto, Bruno Luperi, mantendo vivo o legado do autor para as novas gerações.

Com sua morte, a dramaturgia brasileira perde um de seus maiores nomes, responsável por transformar histórias do interior do Brasil em clássicos da televisão e deixar uma contribuição permanente para a cultura nacional.

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Imagem em destaque: TV Globo

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